sábado, 13 de abril de 2013

PSEUDÔNIMO


Investi-me de anjos
Muitos! E muitos sussurravam
Belas palavras
Chegavam num batismo
Ritual de lábios
Ornados de infinitas flores
Rastros de passos leves
Sonho? Não era!
Numa real sedução
Divina, poética e profética
Deixaram-me ornada
Da mais sublime missão
Tornar-me um deles.
Para quê? Jorrar palavras...
Mansas, impregnadas de poesias
De silhuetas, sombras,
Silêncios, gritos, gestos,
Marcas profundas
De tantas e inúmeras emoções!
Inspiração? Qual persona divina?
Um anjo que tornou-se forma,
Vida, respiração, potência,
Compartilhando meu pseudo ego,
Não sendo só ego
Mas meu refúgio,
Minha alma, meu instinto.

Sim, Angel, sou eu...
Dela para todos os dias...
Vislumbramento, energia
Canção, voz e toda a poesia!

-Angel-

sexta-feira, 12 de abril de 2013

UMA NOVA ESTRELA...



Lamentei as perdas
Fiz de tudo para observarem
Minhas loucas desilusões
Explodi por todos os lados
Meus gritos e descontroles.

Oh! Estúpida mente!
Oh! Estúpida estrela!
De meus conflitos...
Só labirintos sem fim!
Mas deles novas descobertas...

Desci até os lamaçais dos pensamentos
Vi tão somente, restos, gestos, gritos,
Deles, tanto de conhecimentos...


Que estrela não nasce dos conflitos?
Indispensável para o crescimento?
E a liberdade do espírito?

-Angel-


Obs: Dedico este poema ao poeta, filósofo, professor e amigo, Roberto Noir 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

AMORA


Perigoso tom do meu batom
Risca e rabisca...
Beijos imaginários
Lábios e corpo lua de mel
Sabor doce amêndoa.
Envolventes e fugazes
Num misto masculino 
E feminino
Efêmeros... Pensamentos.
Ruidosos...Únicos
Beijos e lábios meus
São tatuagens...
Dentro dos olhos teus.

-Angel-


sexta-feira, 5 de abril de 2013

PENUMBRAS


Há em nossa alma
Tanto de sonhos!
São leves sombras
Sonolentas
Penumbras
Alvas brumas
Suaves danças
De medos e lembranças
Um espectro lua
Numa terra só nossa
Por silêncio habitado...
São furtos mais eloquentes
Do que chamamos
Sim, sou EU!

-Angel-



quarta-feira, 3 de abril de 2013

O VÔO DO POETA


Um poeta vai e volta
Dorme e acorda
Hiberna e desperta
Pára e voa
Morre e ressuscita
Apaga e acende
Escurece e dar a luz
Silencia e troveja
Obscurece e relampeja
Incerto é certeza
Adormece e sonha
Inspira-se e amanhece!

O poeta voa sobre seus romances...
Para poder brincar de imaginação
Na sombra de sua imperfeição
Sobrevoa o imaginário da multidão
O poeta é sem perdão...
O princípio imortal de suas nuances!

-Angel-

Obs: Uma singela homenagem ao inesquecível  poeta Pablo Neruda, 40 anos de sua ausência. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

NA ALMA...


Minha alva alma
Absurdamente grita
Entre paredes, mármores
De tão duras...
Nas alturas, me petrifica.

Minha alva alma
Absurdamente criatura
Entre túmulos reais
De tão gélidos, me perco
E confundo-me, o que sou?

Minha alva alma
Absurdamente calma
Não agoniza...
Silencia tudo isso
Sem cor, amor ou paixão,
Entrega-se sem consolo.

Mas por fim 
E sem fim algum
Tropeço avenidas...
De sonhos, de cores
Marte, Vênus, Deuses!
Que cruz me carrega?

-Angel-