sábado, 10 de janeiro de 2015

O PÔR DO SOL ENTRE DUNAS


É meu espetáculo privado
Vê-lo assim sideral
Bem pertinho de meu espaço
Viver e se encantar Natal.

Perder-se nessa doce visão
Entre nuvens e arvoredos
Pensar e se transportar emoção
Viver e ser feliz, não é brinquedo!

Meu espaço se reluz...
Em cada anoitecer
Em cada pôr do sol...É luz!

Minha cidade querida é luz...
Nas dunas, no entardecer
Natal, para ti sou andaluz!

Clécia Santos


A LUA, EU E A MADRUGADA


Iluminadamente lua
Ocupa meia noite
Inspiradora, na calçada
Na beira da estrada
Na janela, toda dela...
No olhar sem sessar
Toda ela, enigmática. 
Na madrugada, única...
Brilhante espectro solar
Ponte entre a poesia e poetas.
Só ela! Só ela, não!
A lua, a madrugada e eu!


Clécia Santos

PAIXÃO...


Por escadarias te segui
Numa fuga louca
Para me desnudar rubra
Para te envolver 
Para te beijar sem horas marcadas.
Marcar teus lábios pouco a pouco
Deixar-te em apuros
Ou quase desespero.
Quem sabe assim 
Teu pensamento volta-se
A minha silhueta 
Todo instante que passares
Degrau por degrau...
A paixão, a sedução, abraços
Nas miudezas suaves e rudes
Desses momentos só nossos!


Clécia Santos

JANELAS


Abrem-se ao seu dispor...
De tantas cores, dissabores 
De tantos sonhos, esperanças.
As janelas têm sinônimos 
Delas próprias...Identificam almas...
Diversas e diferentes.
Abrem-se sem medos
E maquinam junto a algo
Sem nenhum propósito.
Elas? Só escutam,
Observam, gélidas, talvez.
Fecham-se, é noite.
Tendenciosas, as janelas...
Guardam e nos revelam
Efêmeros e grandes segredos.


Clécia Santos

domingo, 4 de janeiro de 2015

VOAR...


Quisera ter sonhos turbulentos
Infames e imprevisíveis sonhos
Onde teu corpo me surpreendesse
Onde teu lábio me procurasse...

Quisera ter sonhos ruidosos
Inconstantes e fugazes
Onde teu sussurro me acordasse
Onde teu despertar e persuadisse.

Voaríamos secretamente em sonetos
De sonhos iguais e únicos
Entre nuvens de puro amor!

Voaríamos verdadeiramente silêncios
A fala universal dos corpos
Eternos sons do amor ao amor!

Clécia Santos

Obs: Sobre a foto acima...No recente trabalho da dupla de fotógrafos russos Andrey Yakovlev e Aleeva Lili, modelos foram transformados em pinturas vivas. Com uma requintada técnica. Pesquisa feita pela amiga Erilva Leite.

UM ANJO AZUL


Onde encontrar? Um desses anjos...
Aqueles que têm um rosto qualquer
Simples, comum, atencioso,
Que esteja próximo, deixando
Um clima diferente, harmônico,
Um astral divino! Mas onde encontrar?

Seria um presente! Encontrar esse anjo.
Se procuro...Sei, um dia vou pelo menos,
Nos meus sonhos...Naqueles sonos leves,
Com gosto de "Ah! Quero mais!"

Não, não sei onde estará! Esse anjo azul.
Aquele que deixou-me com essa saudade,
Escondida nas estrelas, entre a lua
As nebulosas nuvens, nas noites chuvosas.
Em que só o frio faz parte dessa rotina
Mormaço real dessa busca mais que divina!

Seria um presente! Encontrar esse anjo.
Se procuro...Sei, um dia vou pelo menos,
Nos meus sonhos...Naqueles sonos leves,
Com gosto de "Ah! Quero mais!" "Vou achar!"

Clécia Santos

A CHUVA VEM CHEGANDO...


Ela vem chegando...
Gota a gota, esfriando
Como prata no coração
Molhando doce, o chão.

Espalha-se nublando o céu
Guerreando com o sol ao léu
Ponto a ponto do espaço
Feito gotas, passo a passo.

Embora aos poucos, aqui
Molha o chão, logo ali
E também molhar meu olhar...

Num domingo a quem gostar
Chover fino, é romântico! 
E deixa espaço a quem amar...


Clécia Santos