quarta-feira, 19 de agosto de 2009


PELE



Entre os poros


Processos invisíveis


Pulsantes e clandestinos


Vibra a química


Transparente


Que percorre solta


Me fascina


Me estremece


E me alucina...


Vulcânica? Exótica?


Borbulhante? Feminina?



-Clécia-

terça-feira, 18 de agosto de 2009



O PALCO




A vida nos é um palco


Onde "a arte imita a vida"


"A vida imita a arte..."


Similares trocadilhos


São confirmados no dia a dia.


Quando espectadores observamos


A vida de uma janela...


Quando não, são nossas ações


Compartilhadas, vividas,


Analisadas, aplaudidas,


Ou então mais ainda aclamadas.


Mas se ocorre o contrário...


Nem sempre estamos preparados


Nem sempre estamos prontos


Para receber críticas,


Mesmo as mais bem intencionadas.


Ficamos num palco, esperando


Constantemente o reconhecimento,


O carinho dos aplausos,


O calor das mãos do outro,


Flores que representam a vitória.


Mas a vida nos exige mais realidade


Assim, um bom "ator"


Para garantir o seu lugar nessa "peça'


Terá vários caminhos para escolher:


Fé em DEUS, na vida e em si mesmo;


O amor pelo que faz e no que poderá fazer;


Realizar transformações e ser humilde!




-Clécia-







CÓDIGO 70...


Um súbito encontro!

Um número quase cabalístico

Perfumado entre minhas mãos

Digitado, marcado, segredado.

Nossos códigos são números

Só nossos, fechados...

Próprios cofres

Memorizados, tatuados

Entre os neurônios.

Um código assim desperta

No mínimo curiosidade!

Meu olhar apronta cada uma comigo!

Só eu sei! O quanto custa!

Mas sei que um dia direi...

Numa entrevista qualquer

O significado desse código

Desse número na minha lista!

Será real? Ou mesmo imaginário?


-Clécia-

O ANJO DE MIM



Sou laço de mim


Aprisionada


Algema necessária


Áurea submissa


Asas protetoras


Num ciclo


Ponteiro de relógio


Protetor movimento


Que setas voltaram


Cupido de mim mesma!



-Clécia-

ROSAS DE AGOSTO


A juventude já me aperta

Se despedaça em pétalas de rosas

As tempestades de uma maturidade

Tão íntima, tão cósmica

Me habita, me segreda,

Condiz ao que me aponta

Feito um poema, uma poesia,

Canção singela, angelical.

Sem máscaras, nem perfeição

Despetala-me aos ventos

Levando ao longe lembranças

A pureza de botão

Sonhos adolescentes

Máculas desilusões

Manchas que ficaram

Das marcas têmporas

Que aos poucos desabrocham!


-Clécia-



EXPLENDOR


Constantemente encontro-me com DEUS.

Sim, ele se encontra nas coisas mais simples

Que estam em nossa volta....

Num semblante de olhar meigo,

Na natureza que nos sorrir,

Num dia muito claro, ensolarado.

Mas também nas almas puras

Num dia chuvoso, nublado.

A luz de DEUS não se apaga

Não nos despreza, nem angustia.

É a liberdade do nosso caminhar

Percurso árduo nos dias de trabalho

Destino primo que nos foi criado.

Mas a felicidade pode está bem próxima...

Nem percebemos, a descartamos

Na cegueira de consumir ou do poder.

Encontre-se com a luz de sua volta...

Ela é doada pela luz dos olhos do senhor

Criador de TUDO...De maneira LIVRE.

Totalmente doação...Quem encontrar

Este olhar, será ABENÇOADO,

Perdoado, encontrará o PARAÍSO.

O explendor se encontra no seu CORAÇÃO!


-Clécia Santos-


segunda-feira, 17 de agosto de 2009


UM SILÊNCIO SEM VOCÊ


Sem sua presença...

A alegria é sem sorriso,

As noites mais longas,

A saudade é viva

Maciça e cristalina.


Sem sua presença...

As músicas são sem rítmos

As letras são desmotivas

A saudade é ousada

Engloba e é rotina.


Sem sua presença...

A palidez de minha alma

Se destaca,

Sou parafina solta...

A saudade se agiganta!


Sem você...

Sem sorriso, sou saudade!


-Clécia-