terça-feira, 6 de outubro de 2009


O SILÊNCIO DOS ANJOS


Há momentos nos nossos momentos

Que o temor dos mistérios

São gigantes, avassaladores.

Entre os nossos temores

O mistério de até quando?

O talvez nos abraça

Por um fio de esperança...

Fechamos os olhos

Pedindo que anjos

Mesmo em seus cruéis

Encantos e silenciosos

Nos abrace, nos embale,

Cantem cantigas de ninar.

Adormeçam e acordem

Abraçadinhos conosco!


-Clécia-

domingo, 4 de outubro de 2009


CONFISSÃO


Meu pecado é comprimido

Doses destiladas de relutas

Inteiras e interiores

Intenção inocente

Magnética e poética

Iluminando apenas

O meu olhar...

Ao fundo de marchas

Aleluias, aleluias,

Num soprano magestoso

Toca na vibração

Quase que interrupta

Platõnica, platônica,

Num amor cruel e clandestino

Ostentando a canhota

Suores, suores...

Num sussurro que reluta

Consumindo o tempo

Planetas platônicos

Que ao meu redor me destino!


-Clécia-


Obs: Ao fundo musical de "O Messias, Aleluia",

de Hendel(*1685 +1759); foto emprestada do sit
de Dali angel.

INCORRUPTÍVEL


Os sentimentos se expressam

No limiar que se manifestam

Vivas cores que nos restam

Em tempos e tempos de corrupção!


Mas levitam versos soltos

Nos larápios do sim e do não

Tantos e tantos são os roubos...

Que já não tem mais perdão!


As migalhas são atiradas

Para quem é solidão...

A margem da corrupção!


Mas de tudo o que foi visto

Tantos e tantos banidos...

Só por amor se merece compaixão!


-Clécia Santos-


Obs: O soneto foi inspirado na arte de Michelangelo,

"O pecado original e a expulsão do paraíso".

Mas que também se encaixa nos sentimentos efêmeros atuais,

onde só o amor prevalece!


Clécia Santos

DUNAS


Os ventos removem as areias

Na viagem de ir e vir

Montam e remotam

Imagens e figuras

Na doçura de liberdade!

Soltas areias que se movem

Contorcendo seus grãos

Brios arenosos

Na beleza de serem

Livres, redemoinhos

Rodamoinhos, rodar em rodopios

No embalar da brisa

Na poesia que é o vir e partir!


-Clécia-

VIDA


Há inúmeras formas de vidas:

Vidas só, vidas acompanhadas;

Vidas em elos, vidas solidão;

Vidas cheias, vidas vazias...

Mas e o que é a vida?

Um brilho?

Um sofrer?

Um palco?

Um plural então?

FELICIDADES MOMENTÂNEAS?

Mesmo assim vale à pena viver!


-Clécia-
A somatória das palavras descrevem um cálice.

sábado, 3 de outubro de 2009


IMAGINAÇÃO


Ah! Sou dona dos meus sonhos!

Destrono a realidade

Desfaço e refaço

Apenas o que desejo

E sou a deusa no planeta

Da imaginação!

Nela encontro-me BRISA,

Viajo contigo

Minha fantasia

Numa linda e pura ilusão!


-Clécia-

NÃO TEM FIM


O recomeço assim:

Reamanhecer...

Reescrito...

Renascido...

Reestruturado...

Reanimado...

Reatado....

Reconstruido...

Reaquecido

Requisito...

Reaproveitado...

Ser reassumido!


-Clécia-