
O RIO PITANGUI
Observa-se em Pitangui
Um rio escondido a verter.
Vertendo alegria líquida,
Energia contida em partículas
Banhando água, incorporando vida.
De ribanceira abaixo
Pequena queda d´agua
Descendo corrente
Levando água barrenta
Gosto de solo solto.
Desce forte buscando mar
Correndo folhagem de plantas
Num rumo único
Puxando as que querem ficar
Também as que querem partir.
Os pássaros gorgeiam em bandos
Baixam voos bicando água
Saciando a sede do calor do sol
Banhando suas asas secas
Beijam o rio, levantam voo.
Entre arvoredos agrestes...
Mangas, cajus, serguelas...
O rio irriga raízes
Transformando-se em seivas
Perfazendo ciclo energético.
O rio corre leve
Ondula alargando o mar
Abrindo em leque
Seus brios e riquezas
Vida que há de levar.
A fluidez do encontro
São águas, natureza
Destilando líquido térmico
Banhos entre forças
Amores da correnteza.
-Clécia Santos-
Obs:O poema acima foi publicado numa coletânea
de poetas, Nós Fazemos Linguagem, editora EDUFRN.
A foto foi um presente da amiga Vera Lúcia, geógrafa.
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