
CAMINHO DA ÁGUA
Deverá haver um céu espaço
Que possa abraçar
O povo do meu nordeste
Que tantas batalhas travam.
Caminho, sofrer, lágrima...
São andarilhos da rotina
De sol, da temperatura, do tropeço...
Homem, mulher, menino!
A água neste meio
Vira metal precioso...
Alegria, água, alegria!
Ir em sua busca é preciso
É uma luta o peso
Mas o peso é preciso,
O caminho é longo
Meu padim Ciço!
Eu, o corpo, caminho
Sigo, corto o caminho
Mas, o caminho me corta
Corta meus pés
Minha tez
Meu juízo.
Sei não, sei não!
Meu irmão!
Por quanto tempo ainda
A sede irá suportar
O caminho irá acabar.
Qual saída encontrar?
A água mata a sede
Sede morta é VIDA!
Mas a seca viva vai matando
O pouco de vida que resta...
E o que resta agora
É o caminho!
Clécia Santos-
Obs: Publicado no livro: FLOR DE CACTUS,
a capa está na foto acima.O livro continua
à venda na livraria Siciliano.
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